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No dia 25 de agosto o TRT8, através de sua Comissão do Trabalho Seguro, promoveu o evento para debater a nova realidade que chega com a reforma trabalhista. Com o tema “Reforma trabalhista, precarização e riscos de acidente do trabalho” o evento contou com a as palestras do professor da Unicamp José Dari Krein, que falou sobre as consequências da reforma trabalhista, do juiz do Trabalho Substituto e gestor regional do Trabalho Seguro, Otávio Ferreira, apresentando a nova versão do aplicativo SimVida, além da palestra de Cid Kamijo e Murilo Rodrigues, que trouxeram o tema "Mobilidade urbana - A bicicleta e os acidentes de trabalho".
A mesa de abertura foi composta pela Vice-Presidente do TRT8, no exercício da presidência, desembargadora Sulamir Monassa de Almeida, pelo desembargador Sérgio Rocha, coordenador regional do do programa Trabalho Seguro, pelo juiz Otávio Ferreira, também coordenador regional do programa Trabalho Seguro e pelo Procurador-Chefe do MPT, Hideraldo Machado.
O desembargador Sérgio Rocha destacou a importância do evento para o debate da sociedade sobre assuntos pertinentes para o trabalhador. “Nós pudemos discutir os impactos da reforma trabalhista para a saúde do trabalhador e pudemos perceber o quão grave é esta reforma e a possibilidade danosa do que pode acontecer, não só para o trabalhador, mas para a sociedade”, pontuou o magistrado.
Reforma Trabalhista
Para José Dari Krein, primeiro palestrante, a reforma trabalhista legaliza questões que já ocorrem no ambiente de trabalho e abre espaço para o próprio empregador manejar situações, mas também traz maiores riscos para os trabalhadores. Ele ainda destaca que a legislação deve ser em favor dos trabalhadores. “Existem mudanças no mundo do trabalho e é necessário adaptar a legislação às mudanças que vão acontecendo no trabalho. Nós temos que adaptar essa legislação no sentido de proteger os trabalhadores das inseguranças causadas pela organização econômica da sociedade”, destacou.
Dari Krein cita nove riscos que a reforma pode trazer, são eles: Desestruturação do mercado de trabalho; Ampliação da flexibilidade; Despadronização da jornada de trabalho; Enfraquecimento do movimento sindical; Descentralização das negociações coletivas; Fragilização das instituições públicas; Deterioração das instituições públicas; Elevação da desigualdade e vulnerabilidade no ambiente de trabalho; Desenvolvimento com competitividade espúria e organização da vida social.
Sim Vida
O juiz do trabalho Otávio Ferreira, coordenador regional do Programa Trabalho Seguro, falou das funcionalidades do SimVida, de suas características, os benefícios para a sociedade e como ele funciona. O aplicativo surgiu da necessidade que o Tribunal observou em levantar mais e melhores dados sobre as condições de trabalho. Para o juiz é dever do empregador fornecer o material adequado para a segurança do empregado e é dever do trabalhador utilizá-los, por isso a importância da conscientização da população.
O juiz ainda destacou as funcionalidades cada vez maiores do aplicativo. “Com o desenvolvimento e aprimoramento tecnológico, bem como a partir de diversos convênios celebrados entre o Tribunal e diversos órgãos, o SimVida vem permitindo a coleta de dados extremamente úteis sobre situações de perigo, trabalho infantil, trabalho em condição análoga à de escravo e outras situações de risco, com o devido envio ao órgão responsável”, pontuou.
Mobilidade Urbana
Cid Kamijo, coordenador do Bike Belém e Murilo Rodrigues, cicloativista e Bike Anjo, falaram sobre da importância da bicicleta, buscaram desconstruir a imagem de que a bicicleta é um meio de transporte perigoso e desenvolver a visão que é um veículo como outros.
Cid destacou que Belém é uma cidade propícia para o ciclismo tanto de quem que praticar como esporte, tanto para quem a utiliza diariamente para se locomover. “Belém, como é uma cidade plana, ela já é um convite para a prática do ciclismo. A partir da formação de pequenos grupos a sociedade passa a aceitar que o ciclismo é possível", destaca.
Já Murilo chamou atenção para o fato de que a bicicleta permite que o cidadão conheça mais a cidade e aproxima as pessoas. “Essa possibilidade de uso da bicicleta é necessário para que a gente possa humanizar mais as cidades, trazer as cidades para perto das pessoas e blindar menos as pessoas”, finalizou.
Motivos para se andar de bicicleta:
- Pesa menos e consegue ter uma eficiência muito maior para se deslocar;
- Demanda por oportunidade: Ciclista é completamente destemido, mas existe uma demanda reprimida;
- Aquecimento global;
- Economia.
Veja as fotos no Flickr do TRT8.