Aplicativo SimVida ganha nova versão

— Foto: ASCOM8

 

Desde o seu lançamento, em dezembro de 2014, o aplicativo SimVida vem demonstrando a importância que possui perante a sociedade. É uma ferramenta simples, fácil de usar e à disposição de todos, contribuindo muito para a segurança de toda a comunidade, especialmente por permitir que a população seja parceira no monitoramento das situações de segurança em seu entorno.

Iniciativa do Programa Trabalho Seguro na 8ª Região, coordenado pelo Desembargador do Trabalho Walter Roberto Paro, o SimVida foi desenvolvido em parceria com o Laboratório Experimental de Tecnologias Livres (Lablivre), ligado ao Projeto UFPA 2.0, da Universidade Federal do Pará.

Dedicado a realizar um mapeamento colaborativo, o aplicativo permite que qualquer pessoa faça um registro fotográfico de uma situação de risco ou de um acidente de trabalho de fato. Após, esse registro é geolocalizado com o uso do GPS do celular, e cria um mapa sobre a situação do trabalho inseguro na região. Um banco de dados é abastecido e, por meio dele, será possível ter a dimensão das áreas com maior incidência de riscos ao trabalhador, permitindo uma atuação mais efetiva das instituições que atuam em relação ao tema.

Desde o lançamento da 1ª versão do SimVida, ocorrida em 05 dezembro de 2014, no evento “Amazônia Rural - Trabalho Precário”, vem sendo feito um acompanhamento da utilização do aplicativo pela equipe mobilizada com o projeto e identificadas necessidades de se agregarem novas funcionalidades, de otimizar a solução e de se atingir um público mais abrangente. 

A maior novidade da versão 2.0 do SimVida, traz o aplicativo móvel na versão IOS, para os usuários que utilizam iPhone. “Com isso, atinge-se um público maior, o que certamente levará ao aumento de registros de situações de risco”, destaca Marcos Ohashi, Analista Judiciário de Tecnologia da Informação. Até então, somente usuários da plataforma Android podiam baixar o aplicativo em seus celulares.

A manutenção evolutiva compreendeu, ainda, a implementação de funcionalidade que permite ao usuário o acompanhamento de suas denúncias, caso opte em cadastrar seu e-mail para acompanhar o registro, a otimização do processo de mediação das denúncias e a geração de relatórios gerenciais. É importante salientar que a identificação nas denúncias é facultativa: caso não queira se identificar, a denúncia também pode ser feita anonimamente.

Para o Desembargador Walter Paro, “a nova versão tem como característica a gestão dos dados, porque a primeira versão do aplicativo era mais simples. Acontece que, antes as denúncias chegavam sem identificação e, a exemplo do que exigia o MPT, tínhamos uma carência nesse sentido. Agora o SimVida permite que os usuários se identifiquem, sabendo que, se você não se identificou, essa denúncia também será encaminhada. Mas, ao se identificar, teremos condições de dar feedback para esse usuário, dando mais credibilidade para o aplicativo. Falamos acidentes, mas as denúncias podem ser sobre trabalho infantil, trabalho escravo, trabalho degradante, dano moral, dano existencial, um buraco numa rodovia, um acidente de trânsito, um vazamento, uma ciclovia mal sinalizada ou com problemas, é muito amplo o número de locais e situações de risco. Aliás, eu digo que tudo é uma questão de cultura. Estamos lançando e incentivando o uso do aplicativo, primeiramente, aqui dentro do Tribunal, com o nosso público interno, para que ele o conheça mais e perceba sua importância, passando a ser um multiplicador do Sim Vida para toda a sociedade.”

Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça
Com o ganho de visibilidade nacional por seu pioneirismo, em junho de 2015 o aplicativo ganhou o Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça, entregue pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), que reúne todos os assessores de comunicação do sistema de justiça brasileiro, nas categorias Inovação e Júri Popular. 

Sessão Especial na Câmara dos Deputados
Em outubro de 2015, o SimVida foi apresentado em Sessão Especial da Câmara dos Deputados, em audiência pública na Comissão de Trabalho e Cidadania. Realizada por iniciativa da Deputada Jozi Araújo (PTB-AP), a sessão contou com a participação do Presidente do TRT8, Desembargador Sérgio Rocha, dos Gestores do Programa Trabalho Seguro na 8ª Região, Desembargador Walter Paro e Juíza do Trabalho Nazaré Rocha e do professor Cláudio Alfonso (LabLivre), responsável pelo desenvolvimento do aplicativo. 

Apresentação ao Comitê Gestor Nacional do Programa Trabalho SeguroAlém de ser apresentado em diversos eventos locais, em Julho de 2016 o aplicativo foi levado também ao Comitê Gestor Nacional do Programa Trabalho Seguro (TST/CSJT), onde os gestores nacionais e das demais regiões trabalhistas, puderam conhecer as funcionalidades do sistema e discutir o alcance que o SimVida pode ter para captação de denúncias de pessoas em situações de trabalho análogo ao escravo, trabalho infantil e outras situações irregulares.

Bike Belém
O TRT da 8a Região, por meio do Programa Trabalho Seguro, em outubro de 2016 estabeleceu parceria com o Grupo Bike Belém, que reúne mais de 11.000 ciclistas, para uso e disseminação da nova versão do aplicativo SimVida. A parceria permitirá o levantamento de estatísticas acerca do tema Mobilidade Urbana, contribuindo para a criação de políticas públicas municipais, estaduais e federais sobre o assunto.

Colabore você também com o aplicativo! Basta acessá-lo por uma das duas formas acima citadas, baixar gratuitamente para seu celular ou tablet e clicar no link Registro, selecionar a foto tirada sobre a situação de risco e salvar. Todos os registros ficam à disposição para serem acessados pelo Tribunal e pelas instituições parceiras, como SRTE e MPT. O aplicativo é pioneiro e o primeiro desenvolvido por um Tribunal no Brasil.