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Na última sexta-feira (31), incluído na programação do Ato que aconteceu em frente à sede do TRT8, buscando a valorização e a conscientização sobre a importância da Justiça do Trabalho, o TRT da 8ª Região, por meio da Comissão de Erradicação do Trabalho Infantil e Estímulo ao Aprendizado, e em parceria com a Secretaria Regional do Trabalho e Emprego - SRTE/PA, emitiu cerca de 200 Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) para jovens e aprendizes, afilhados no Projeto Acadêmico Padrinho Cidadão.
Durante todo o dia, houve movimentação na Central de Atendimento do TRT8, espaço cedido para que servidores do MTE pudessem trabalhar e atender a demanda. Os jovens compareceram mediante agendamento e são os candidatos às próximas vagas de aprendizagem dentro do Projeto Acadêmico. Vanilza Malcher, juíza do Trabalho titular da 2ª VT de Belém e gestora regional do programa, explica que a ação visou beneficiar os afilhados do Projeto Acadêmico Padrinho Cidadão, hoje, com mais de 1.000 meninos e meninas afilhados. “Muitos deles têm dificuldades de acesso ou agendamento para a CTPS, que é importante para que eles ingressem na aprendizagem. Alguns tiveram muitos processos seletivos e acabaram sendo eliminados porque não tinham o documento. O Tribunal, por meio da Comissão, tendo conhecimento disso, resolveu fazer a parceria com a SRTE e aproveitamos o dia de hoje, uma dia simbólico para a Justiça do Trabalho”.
Bianca Melo, estuda na UEPA, tem 18 anos e diz que foi buscar um direito. “É um grande passo para mim e para a minha formação, afinal é um direito nosso garantido pela Constituição”. De outro modo, Ana Flávia Aquino Miranda já havia trabalhado, porém sem a CTPS. A jovem de 17 anos, também estudante da UEPA, diz que para ela esse momento é importante porque significa o ingresso na vida adulta.
Maria da Conceição conta que levou sua filha Luciane, de 16 anos, para tirar a Carteira de Trabalho porque ela estava muito interessada em conseguir uma vaga como aprendiz. “Com a carteira acredito que facilitará a busca”, declarou a mãe.
A afilhada do Projeto, Izabelly Cristiny, declarou que “quando fui tirar a minha carteira de trabalho me emocionei em ver as pessoas todas bem vestidas de acordo com sua profissão, já que meu sonho é ser uma advogada. Eu me imaginei trabalhando um dia no Tribunal Regional do Trabalho como advogada”.
Os alunos do Projeto Acadêmico Padrinho Cidadão não são alunos de escolas específicas, pois os beneficiários não são as instituições, mas alunos de escolas públicas, provenientes de diversos bairros de Belém, do município de Ananindeua, entre outros. O projeto visa integrar acadêmicos, de qualquer área, que possam apadrinhar um jovem estudante de escola pública, auxiliando na ocupação de seu tempo no horário em que estiver fora da escola, com orientações sobre aprendizagem, atividades lúdicas, acompanhamento escolar, esportes ou qualquer outra habilidade que contribua para a sua formação integral.
Veja as fotos no Flickr do TRT8.